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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

SÁBADO À NOITE 2 – DOS BAILES PARA A FAMA POR BABI DEWET



Para quem não conhece a trilogia, tudo começou no primeiro livro com a Amanda, com seu grupo de amigas populares, e Daniel, com seus amigos marotos, os renegados do colégio. Grupos tão diferentes um do outro, mas que acabam tendo um gosto em comum: os bailes de sábado à noite. Daniel e seus amigos são os mascarados da banda Scotty que tocam nas festas, e só assim recebem toda a atenção dos alunos do colégio. A banda é um sucesso! Ainda mais por despertar a curiosidade por ninguém saber quem são os misteriosos mascarados.
É claro que vai rolar um romance lindo no meio da história, que acaba tendo que lutar com as diferenças entre os grupos. Será que uma garota tão popular pode arriscar e ficar com um encrenqueiro dos marotos? Obviamente isso vai dar em muita confusão. Não é a toa que o primeiro livro teve um final de arrasar com qualquer coração despreparado. Despertou a fúria de todos e bem, não há protagonista que saia ileso! E é aí que veio… Sábado à noite 2 – Dos bailes para a fama
No primeiro capítulo a Babi Dewet já faz questão de relembrar o quão triste foi o final de SAN1. Já comecei a chorar por ali mesmo. O livro começa logo depois do final do primeiro, então vemos a fase de “luto” da Amanda e como ela vai ficando introspectiva. Muda radicalmente de comportamento, assim como todos também começam a olhar estranho pra ela. Todos colocam nela a culpa pelo fim da Scotty. É uma fase difícil e triste. Eu não via a hora de acontecer alguma coisa pra que ela saísse desse buraco. Mas ela vai superando aos poucos. Quando finalmente Amanda está aprendendo a lidar com tudo isso, um choque. Daniel está de volta. E agora?
O livro é repleeeeeto de reviravoltas. Quanto você pensa que as coisas finalmente vão sossegar.. BUM! Tudo muda, um personagem, um fato, uma memória, ou só birra mesmo, fazem com que tudo fiquei de ponta a cabeça. Desconfiei que as coisas nunca chegariam em um lugar bom.
E o final, minha gente? Ok, não é tão arrasador quanto o do primeiro livro (que me deixou alguns dias depressiva), mas ainda assim não dá pra lidar com uma coisa dessas! Qual é o destino dos meus personagens queridinhos, Babi? :’(
O ritmo de Sábado à Noite é frenético, a Babi não tem como característica escrever muitas descrições. Então somos agraciados com um falatório de um bando de jovens o tempo todo. Eu quase escuto as vozes deles se sobrepondo umas as outras na minha cabeça, hahahaha.

A ILHA DOS DISSIDENTES POR BÁRBARA MORAIS



Sybil Varuna, nossa protagonista, acaba de descobrir que também é mutante, logo depois de sobreviver a um naufrágio de um navio (Titanic III, olha a ironia). Por causa disso ela vai ser transferida para Pandora, uma cidade de mutantes, e para uma nova família (muito legal). Obviamente, ela adora sua nova vida. Comida farta, conforto e sem perigo de cair uma bomba em sua cabeça a qualquer hora. Muito diferente de Kali, a zona de guerra onde ela vivia. Pois é, a guerra. O mundo está há muitos anos em guerra. Uma eterna disputa entre a União e o Império do Sol. Bom, a bomba não cai na cabeça dela, mas ela logo vai perceber que nem tudo são flores e essa paz não é assim, simplesmente.
O livro se passa em um mundo distópico onde existem mutantes. Os mutantes são cadastrados e identificados pelo governo, além de serem obrigados a vestirem roupa amarela (ou com detalhe em amarelo) para serem distinguidos. A divisão também se dá nas cidades. Eles vivem separados das pessoas “normais”, em cidades especiais. Teoricamente, isso é bom. Mas é claro que tem muito mais por trás disso.
Omg! É tão bom! Estou esperando por essa história há mais de um ano! Desde quando ouvi assim, sem pretensão, a sinopse do livro. Simplesmente fiquei de boca aberta e repetindo: “Eu quero esse livro!”. Depois de longos meses de espera… FINALMENTE! E apesar de tantas expectativas, eu amei, e elas foram superadas!
Bárbara é incrivelmente criativa, então eu não esperava menos que diálogos inteligentes e ótimas sacadas. A narrativa é uma delícia, sem as travas de autor iniciante, sabe? A Bell nasceu pra isso!
O que falar das cenas de ação? Muito boas! Na verdade, são o grande ponto alto do livro. Fiquei até um pouco triste quando elas acabaram e o ritmo diminuiu um pouco no final. Eu estava na adrenalina e de repente… ufa! Vamos descansar…
Os personagens são ótimos! Alguns foram bem pouco explorados, inclusive tive a imprensão que foram esquecidos ao longo da história (!), mas eu não tive tempo para pensar nisso, tinha muita ação para rolar em todo o livro com os outros personagens. Só espero que eles voltem no livro dois e, bom, o sumiço seja justificado, hahaha.
Serão três livros, então A Ilha dos Dissidentes é bem introdutório. Nos apresenta todo o mundo, o cenário dos anômalos, os personagens mais importantes e um conflito pequeno que vai dar uma abertura para algo muito grande que deve acontecer no próximo livro. Essa leitura me despertou novamente aquele sentimento de querer falar o tempo todo sobre o livro, montar teorias, viver aquela história de alguma forma (não, não quero ir para a guerra, estou falando no sentido figurado, hahahaha).

MÉTRICA POR COLLEEN HOOVER



O livro é contado pelo ponto de vista da Lake, uma garota que está se mudando do Texas para o Michigan logo após a morte do pai. Ela não gostaria de fazer essa mudança, mas viu que era necessário depois que a mãe disse que não estava tendo condições de bancar a casa em que eles moravam e a vida dos dois filhos. No Michigan ela teria um novo emprego e seria bem mais fácil.
Ao chegar na casa nova, o irmão mais novo da Lake logo faz amizade com o irmão mais novo do vizinho (Will). É incrível a ligação que os dois meninos têm logo no começo e isso vai fazer uma diferença e tanto na história! A Lake acaba se aproximando doWill e eles também tem uma relação forte logo no início, maaaas… algo bem surpreendente acontece e eles não podem ficar juntos.
Apesar de toda a tensão envolvendo essa impossibilidade, uma das partes que mais chamam a atenção no livro são as apresentações de SlamSlam é uma forma de poesia interpretada. Onde na hora o que vale é com o quanto de emoção as palavras são declamadas. É incrível, incrível, incrível! Fiquei impressionada de como a Colleen Hoover conseguiu passar o sentimento e a imagem do que estava acontecendo durante as apresentações apenas através dos artifícios de texto como o negrito e oitálico. Eu simplesmente me apaixonei pela primeira apresentação do livro, é incrível, mesmo. E olha que eu não tenho o mínimo interesse por poesia! Mas essa realmente me encantou.
Colleen Hoover ainda conseguiu me surpreender com os fatos do livro. Tanto é que não pude contar muito na sinopse para não estragar a história para quem ainda não leu. Ela consegue levar o leitor a pensar que vai acontecer uma coisa e boom! do nada acontece outra coisa e eu só conseguia ficar de boca aberta e assustada.

CADÊ VOCÊ, BERNADETTE? POR MARIA SEMPLE



O livro escrito para Maria Semple não é um jovem adulto e nem nada do tipo, apesar de ser uma narração feita por uma garota de 15 anos. Calma que vou explicar! O livro é bem diferente porque é um apanhado de várias fontes de informação. Ele tem emails, bilhetes, cartas, artigos de jornal e, é claro, algumas partes em narrativa normal feita pela Bea, a menina de 15 anos, filha daBernadette mencionada no título.
O fato de a autora ter utilizado essas ferramentas (?) para escrever o livro, contribuiu e muito para a história! A Bernadette tem uma personalidade bastante peculiar, então ver a história dela por diferentes pontos de vista, sem cair na monotonia da narrativa normal por vários personagens, fez com que eu mesma tivesse a minha própria versão da Bernadette.
Bom, a história é bem mais que a sinopse. Aliás, se você parar para ler só a sinopse, não vai se sentir muito atraído. Tanto é que eu avisei que não era um livro que me chamaria a atenção.
A construção da personagem Bernadette é tão tão diferente, que nós só vamos percebendo a grandeza que ela tem só aos poucos. Ela não tem grande apelo no começo, e a história parece que vai ser apenas sobre uma viagem normal. Mas é aí que o leitor se surpreende! No início você só acha que ela é uma mulher chata, reclamona e antissocial. Mas tem muita coisa por trás que construiu essa versão da Bernadette.
O que eu posso dizer para vocês é que: é muito, muito mais que a sinopse! Não vou contar o que é mais, porque vocês precisam passar por essa experiência para se surpreenderem com o livro.

TRONO DE VIDRO POR SARAH J. MAAS

Trono de Vidro é o primeiro livro da série homônima de seis livros (segundo o Goodreads), mas até agora apenas dois foram lançados, sendo que o segundo foi publicado este ano lá nos Estados Unidos. Além dos livros principais, a autora escreveu diversas outras histórias curtas (cerca de 70 páginas) que se passam antes da história principal e estão disponíveis apenas em e-book.
A história é protagonizada pela Celaena, uma garota de 18 anos que é a assassina mais temida de Adarlan. Isso mesmo! A protagonista é uma assassina! Pode ser mais legal e diferente? Sim! Depois de ficar um ano nas minas de sal da prisão de Endovier, ela é “solicitada” pelo príncipe Dorian, para que seja a sua campeã em uma disputa para ser a assassina oficial do rei. Sua oferta é que ela ganhe a disputa, sirva durante três anos para o reino e então terá a liberdade concedida.
Será que ela é confiável? Será que vai aceitar e conseguir fugir? Ou realmente tentará ganhar a disputa e servir ao rei por três anos?
O livro é muito bom! Começando pela escolha da autora para a protagonista. Uma assassina, veja só! Nada de ser uma princesa, uma santinha ou qualquer coisa do tipo. Ela tem crimes das costas! Ela já passou por muita coisa ruim e boa, e matou! Deve ter sido um desafio enorme para a autora conseguir fazer uma protagonista assassina cair no gosto dos leitores. Mas eu consigo ver como ela fez isso. Tem muita gente pior que ela no livro!
Além de ser uma assassina Celaena também é feminina, gostos e desejos femininos. Não é só uma máquina de matar. Ela é inteligente, bonita e esperta. O livro tem romance e dá até pena dos caras. Eu fechei o livro pensando: Há! Essa aí sabe o que faz!
Acho que precisamos de mais protagonistas como ela. Não assassinas, é claro, mas com propósitos fortes e com a cabeça no lugar para chegar lá.
A história, obviamente, não vai ficar apenas em torno da competição. Alguns mistérios acontecem no castelo durante o concurso e também existe um plano de fundo com o reino de injustiças.
Gente, eu nem gosto muito de histórias medievais, mas essa está de parabéns!

AQUELE VERÃO POR SARAH DESSEN



Aquele Verão é o primeiro livro publicada da Sarah Dessen e bom, pude notar que ela evoluiu e muito até hoje. A história é sobreHaven, espera… não é não. Haven é a narradora da história, mas basicamente não vemos ela viver, mas sim contar o que acontece com os outros. Seus pais estão separados, aliás… bem separados, pois seu pai está casando com a “mulher do tempo” do jornal, sua irmã também vai se casar e tudo que ela tinha como seguro está desmoronando.
O livro é bem curto e passa bem rápido. Chega a ser bem superficial e quase o encarei como um conto um pouco mais extenso. Como eu disse, Haven não vive, ela foi ter realmente alguma ação na história apenas no final e isso me incomodou muito. Talvez isso seja de propósito, para mostrar a insignificância que ela tinha em todas as suas histórias ao redor. Mas foi bem chato.
Várias vezes a Sarah Dessen tentou explorar algo da protagonista, mas não foi para frente. Tivemos vários fatos que foram citados, e nada aprofundados. Haven tem um problema real de autoestima por causa de sua altura, mas pouco disso foi desenvolvido e estava aí o seu grande potencial para ganhar vida na história. Ainda assim, a história teve um link com o seu título e com o que prometia na sinopse. A saudade que a Haven tinha de um verão, um verão que estava tudo bem, mas que acabou. Ela cresceu demais, seu pai se separou e casou-se com outra, sua irmã que sempre teve tudo está se casando e puf, ela está sozinha.
Infelizmente eu me senti tão sozinha quanto ela ao ler esse livro, sozinha sem ter algo a me prender na história. Não é uma leitura que eu recomendo para quem quer começar Sarah Dessen

O SEGREDO DE EMMA CORRIGAN POR SOPHIE KINSELLA



Emma Corrigan é uma mulher que ainda não tem muita perspectiva de futuro. Não consegue ter sucesso em uma carreira e ainda tem que aturar a prima ser o centro das atenções e a estrela que mais brilha na família.
Em sua primeira viagem de trabalho da sua nova carreira no departamento de marketing de uma empresa, ela espera acertar em cheio e finalmente deslanchar. O que não acontece. Frustrada e morrendo de medo da viagem de volta no avião, ela passa por uma turbulência que a faz ter certeza que irá morrer. Essa certeza é tão grande que ela começa a contar para o homem que está ao seu lado no avião todos os seus segredos mais íntimos. Em uma espécie de libertação antes da morte. Bom, o que ela não imaginava é que tudo não passou de um susto e que em breve ela encontraria o cara novamente e morreria de vergonha por não ter fechado a boca antes que todos os seus segredos saíssem.
Sophie Kinsella já tem quase uma fórmula pronta para suas protagonistas. Elas sempre serão vítimas de momentos totalmente constrangedores! O que ela consegue fazer muito bem é mudar totalmente essas situações e surpreender o leitor. A história é divertida por ter um ritmo ótimo mesclando devaneios da protagonista com sacadas interessantes e engraçadas (muito!).
É um chick-lit que cumpre muito bem o seu propósito. Recomendo muito para ser o livro coringa na hora de desestressar, descansar a mente e se divertir.